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Era Ela (cont.14)

por Caravaggio, em 23.06.09

 

Todas as sextas-feiras Mary às 20h vestia um kilt que a sua avó escocesa lhe tinha dado, trepava para uma mesa de mármore, punha-se de cócoras a tocar gaita de foles, ligava a tv para ver o Pulido Valente a enxotar moscas com a mão esquerda.

Murphy perguntou-lhe várias vezes qual o motivo daquela "cerimónia" ao que Mary respondeu que ia tirar o mestrado em Jornalismo Politólogo, e que o seu orientador aconselho-a a treinar-se o mais possível em falar muito e não dizer nada!

Murphy aconselhou Mary a consultar um psicólogo, ao que Mary de imediato recusou e, só seria consultada por um daqueles que andam em pé em cima duma prancha, nas cristas das ondas, os outros andam deitados em pranchas muito mais pequenas, deitados e com barbatanas (pés de pato). Esses não falam e não passam receitas, só vitaminas. Os da prancha grande têm programas na tv, na rádio, nas universidades, e até passam receitas para fazer arroz malandreco.

Mary lá  decidiu ir ao médico da prancha grande e depois de variadíssimos diagnósticos, Mary muito envergonhada e com o olhar espetado no aparelho de medir a pressão arterial, confessou: Sr.. doutor-prancha-em-pé, eu vou sempre para cima da mesa de mármore com o kilt da minha avó, porque sempre adorei ter o quiosque frio. (continua)

 

 

 

 

 

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publicado às 14:50


Era Ela (cont.12)

por Caravaggio, em 03.06.09

Para serem felizes os membros devem ter vontade própria e não servirem os morgados de lentilhas, às quais só teriam direito próprio no momento da ressurreição de Teodósio, dizia o pastor já com os lábios cheios de margarina. Oh, oh, oh que grande porra, eu quero posso e mando, gritava Ferdinand acabado de chegar da Suíça com os braços pejados de relógios, e uma bonita vaca daquelas que faz chocolate branco.

Mary olhou-o de soslaio, medindo de alto a baixo a sua bonita muleta que mergulhava no lôdo coberto de vegetação, que serviam de poiso a milhares de grilos que afinadamente ensaiavam O Lago dos Patos.

Murphy do alto da colina tirava apontamentos calmamente, de tudo o que se passava em redor do Pastor e Mary, tirando da sua sacóla milhares de viúvas negras que espalhava por entre os dois riachos que circundavam o corêto.

Todos alegremente pinchavam sobre a cercadura, umas levando às costas pequenos sacos de alfazema, que iriam colocar entre o branco enxoval de Mary, outras carregando penosamente um piano, onde após a boda do Pastor, iria pôr a secar a sotaina e o colarinho, sobre as cordas afinadas dos DÓS SUSTENIDOS.    (continua)

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publicado às 13:35


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